O Regresso

Marise Ribeiro
 


Anos depois, a mesma cena, que ironia!
A chuva caía, lavando a poeira
das folhas agonizantes da roseira,
que nem mais florir podia...

Os pássaros, recolhidos pelo cinza
de um outono seco e em despedida,
dormitavam com o gotejar ranzinza
na cerca do jardim, apodrecida...

Meus olhos te acompanham na saída...
O mesmo filme sombrio se repetindo:
o silêncio quebrado pela porta batida
e a solidão na janela me sorrindo...

Nem me perguntou se poderia entrar.
Regressou com a dor e o pranto,
foi se instalando no mesmo lugar:
a minha alma, seu melhor recanto.

Feito a roseira, não flori mais...
Os pássaros foram se aninhar noutro lugar,
e a música que resta pra eu escutar
é o gotejar das despedidas outonais...


31/03/07






 



 

 



 


 
 

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Página inserida em Abril de 2007
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