Inquietude

Marise Ribeiro



A parede secular e descascada
do casarão amarelo
refletia numa pequena poça d'água.
Um imenso flamboyant
pendia do telhado encardido
salpicando, no inerte reflexo,
inúteis retalhos vermelhos de quietude.

Quietude alucinante!

Não me quero assim,
como se fosse aquela pintura,
que vejo todos os dias
do meu lençol de cetim,
depois de expulsar indiferente
mais um de dentro de mim.

Não quero essa vida de ninguém!

Quero o bailado suave
de dois corpos se encontrando.
Quero a plenitude do voo compartilhado.
Quero sonhar o sonho inesperado.
Quero a cor fúcsia dos indelicados.
Quero carregar no ventre
a metade de nós e não um fruto de todos.
Quero o sabor agridoce do amor.
Quero me refletir no que vier,
pois quero ser apenas uma mulher!


08/04/05






 



 

 



 


 
 

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