Horas Cortantes

Marise Ribeiro



No escuro, tateio a cama como uma cega
e não encontro você a meu lado...
Por punição, a sua presença a vida me nega;
nesse vazio doloroso, purgo meus pecados.

Estática, olho através da vidraça
a quietude torturante que me amordaça...
Fantasmas entre sombras tenebrosas e mutantes,
pela noite, vagueiam soluçantes.

Ao longe, um bêbado aos tropeços,
gatos vadios remexendo restos...
Nenhum carro corta o ruído silente...
... apenas o tique-taque do relógio a tudo indiferente.

Vem surgindo aos poucos o clarão da alvorada...
A cidade sai do seu sono lentamente...
Nessa hora desperto para minha realidade...
... de que terei mais um dia de saudade.


02/11/05






 



 

 



 


 
 

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Página inserida em Setembro de 2006
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