Fim de Tarde

Marise Ribeiro



Como sombra perdida em fim de tarde,
entraste sem alarde...
Nem o ruído da chave
que me destrancava o corpo, ouvi...
O beijo sequer foi doce,
e mesmo se o fosse
não teria sido o bastante
para dissimular tua estada ali...
Ausência de enlaçados gestos,
de úmidas palavras,
de impacientes desejos...
Se ao menos toques indigestos,
daqueles que na carne
cicatrizes cravam,
ecoassem como bofetada,
tornar-me-iam conformada...
Eu sentiria tudo ruir ao redor
e, quem sabe, fosse até melhor,
nem precisarias ter desempenhado
um viril e ensaiado papel...
Mas não!...
Deixaste um saciado silêncio,
um olhar acenando à desalinhada cama
e a chave do quarto de aluguel.


16/01/07







 



 

 



 


 
 

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