Desejos Latentes...

Marise Ribeiro
 


Desejo estrelas na noite da alma
Aguardando um céu para se alojarem...
Quando o sol se recolher com calma
Brilho darei aos sonhos que me louvarem...

Desejo magia a tocar-me a pele
Brisa suave acordando instintos
Sabores de um amor que me revele
A embriaguez acre dos absintos...

Desejo a dor e o torpor me querendo
Entre si lutando, mas um só vencendo...
Anseio sentir a vida arrefecendo
Ou como se a carne estivesse ardendo...

Desejo o querubim espargindo unguento
Nos pecados que me façam carpir...
Quero o demônio soprando o bom-senso
Pra longe do meu prosseguir...

Desejo a água lavando lembranças
Do peito transpassado por lanças
Fogo alastrando no seco matagal
Feito o ardor de uma febre sazonal...

Desejo o ímpio pensar dos ateístas
A fé absoluta dos cristãos
Quero queimar o feixe dos fascistas
Segurando a paz em minhas mãos...

Preciso rasgar a terra como um grito
Que de dentro da semente desperta...
Ascender assim do chão ao infinito
Voando nas asas da palavra liberta...

Quero provar de tudo um pouco
Deixar-me levar pela suprema estesia
E nos delírios do poeta ou do louco...
... Acasalar-me com a sonoridade da poesia!


19/02/2008






 



 

 



 


 
 

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