Crepúsculo da Solidão

Marise Ribeiro
 


O tempo lentamente escorre entre teus dedos...
Sem afetos, teu deserto atravessaste em romarias...
Guardaste no relicário do passado poucos segredos,
agora o mesmo tempo te mostra a conta em dias.

Vergando teus desenganos nesta silente melancolia,
esperas que a lenta contagem seja interrompida...
Mas será este o prêmio de uma corrida sem magia,
um retrato desbotado que levarás de despedida?

Fria e dormente sociedade que muito te discrimina,
sem reconhecer o significado abrangente da velhice...
Nem te permite matizar a alma por tuas fracas retinas
e o que te resta de anseios ela ainda chama de tolice.

Deixa o coração diluir o quanto zombaram de ti,
pois o que colheste de aprendizado é rara sabedoria...
Voar em sonhos não te desmereceu em nada até aqui,
deles te alimentaste e foste traçando tua filosofia.

Quando o amanhã chegar te mostrando o descanso,
sorri para todos que não te deram o merecido valor,
escuta a música de acalanto da tua alma em remanso,
vai ao encontro do teu intenso brilho... seja lá como for.


23/03/07







 



 

 



 


 
 

Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre seu e-mail

AQUI

Gostaria de traduzir
esta página?
Então clique

AQUI



 

 

  Site Editado em Maio de 2006
 Copyright
© 2006 - Marise Ribeiro
 Todos os direitos reservados.
 Proibida a cópia total ou parcial deste site.
 
 
 Quando não constar qualquer observação
 sobre a autoria das imagens usadas neste site,
 considere que foram capturadas na Internet
ou em grupos de trocas virtuais,
 sendo portanto de uso sem restrições.
 
 Visualização Padrão 1600x900

Webdesigner Drica Del Nero até Maio de 2011

Webdesigner Marise Ribeiro

Página inserida em Abril de 2007
e reformatada em Julho de 2013.

Crédito
Midi Vangelis - Fields of Coral