Bifurcação

Marise Ribeiro



Vivia entre o real e o imaginário,
como se andasse em fios de navalhas,
era um ser de sentimento binário:
amava muito, mas só me sobravam migalhas.

Tracejava meu caminho na dualidade
até chegar à bifurcação,
na hora de escolher a crua verdade:
optava sempre pela efêmera ilusão.

Nunca sabia se chorava ou ria,
nem se amava a noite ou se odiava o dia...
Como um touro de rodeio
não aceitava a montaria, mas sim o arreio.

Na cama era caça e caçadora,
dependendo sempre do instinto...
Enquanto na carne era santa e pecadora,
minha alma purgava em um labirinto.

Agora tudo percebo com clareza,
depois de tanto me perder:
o amor me conduz com firmeza
a uma estrada que termina em você.


26/11/05







 



 

 



 


 
 

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