Aconchego de Um Sabiá

Marise Ribeiro



Eu quero cantar e preencher tua morada,
Com o meu gorjeio te adoçar a vida,
Dar-te esperanças quando raiar a alvorada
E a sombreada laranjeira servir-me de acolhida.

Brejeiro fico, se o meu sonoro canto
Estiver te servindo como lenimento,
Não te quero em dores nem em pranto,
Desejo alegrar em sons o teu momento.

Se tu me aprisionares, não ficarei triste,
Nem deixarei de te presentear com trinados,
Nas matas, já não há frutas, insetos, nem alpiste,
Mais belo eu canto, se estiver alimentado.

Saciarei o teu silêncio infindo,
Por não teres com quem conversar...
O som da tua voz será pra mim bem-vindo,
Depois que o meu cantar te despertar.

Sempre serei o teu sabiá, teu companheiro,
Aquele pra quem chorarás a tua dor...
E até meu último canto... o derradeiro,
Em vez de nostalgia, escutarás o amor.





 



 

 



 


 
 

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