Entreatos 45

Nas câmaras da minha essência,
a luz teima em permanecer acesa...
Mantém-me com o olhar cansado,
fixo no que fui e no que sou...
A vida passa em preto e branco,
repetitivamente,
como se o botão das lembranças
estivesse travado na esfera do tempo...
Preciso apagar esta cotidiana claridade,
deitar-me nas cores da ilusão,
desviar-me silenciosa
e vagarosamente da jornada perdida,
e sonhar, e sonhar, e sonhar...

Marise Ribeiro
12/03/09





Entreatos 46

Por que me deixaste somente uma flor,
signo inócuo que nada mais me diz,
se eu queria colher todo o teu amor?
Sem cor, sem solo e sem raiz,
solta no vento sem exalar mais nada,
sou apenas uma reles alma...
... despetalada.

Marise Ribeiro
08/07/09





Entreatos 47

Vi no espelho o que já fui:
sonho, sofreguidão, vigor...
Vi um olhar que pedia o mundo,
que abraçava o impossível
e iluminava sombras...
Hoje aquele espelho está mudo.

Marise Ribeiro
16/08/09





Entreatos 48

Preciso abraçar o silêncio,
sentir o pêndulo do tempo parar
e escutar apenas a delicadeza
amordaçando meus gritos interiores...
Mas como ensurdecer a tudo,
como deixar o coração mudo,
se a minha maior fraqueza
é dar espaço
aos sentimentos devastadores?...

Marise Ribeiro
09/10/09


 

 

 

 
 

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Página inserida em 21/10/09

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